Palis

Palis é o mais populoso dos reinos de Sara. Sua capital, também chamada Palis, é o principal porto comercial de Sara, e a cidade mais populosa, com cerca de 160.000 habitantes. Palis está situado no hemisfério Norte de Sara, na Zona Temperada. O clima é comparável ao Norte da África ou Sul da Europa, porém com temperaturas mais extremas devido à menor influência marítima.

Palis faz fronteira com o Grande Deserto ao Sul, o Oceano Azul a Leste, Sinian, Lalian e Gadolia ao Norte, e Genin a Oeste.

O nome é derivado do antigo nome arciano da cidade de Palis, Palser.

A moeda de Palis é o falcão.

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Geografia

Palis, com uma área aproximada de 2.560.000 km2, está situado no hemisfério Norte de Sara, na Zona Temperada. O clima é comparável ao Norte da África ou Sul da Europa, porém com temperaturas mais extremas devido à menor influência marítima.

História

A região do reino de Palis é o mais antigo centro de civilização de Sara. Já por volta de 4000 AI, forma-se um Estado centralizado na foz do Rio Tiquena, o Reino de Gastni, do nome da sua capital, Gastni. Este reino centraliza o comércio e a produção das aldeias agrícolas que nos três milênios anteriores vinham se formando às margens do Tiquena e do Soinan. Ali são encontrados os primeiros documentos escritos, tábuas contábeis de Gastni, assim como armas e instrumentos de bronze. O reino de Gastni prosperou até por volta de 2500 AI, quando povos bárbaros, vindos do Norte, os Stubster, saqueiam a cidade de Gastni, desorganizando o reino, e depois se instalam como conquistadores, impondo sua dominação, gradativamente, para o interior. Por volta de 2000 AI, uma violenta insurreição camponesa sacode o jugo Stubster; não é claro em que medida os invasores, a esta altura já muito aculturados, foram efetivamente expulsos do poder, porém a cidade de Gastni resultou completamente destruída; uma nova cidade, Palser, que ser tornará a Cidade de Palis mais tarde, surge logo ao sul, entre o Tiquena e o Soinan, e seus habitantes, assim como a população rural que logo passa a pagar tributo a Palser, não mais se consideram Gastni ou Stubster, mas se autodenominam Arksen, e serão no futuro conhecidos como "arcianos". Por volta de 1500 AI, Palser, ou Arksen, ou o Império Arciano, é de novo uma potência considerável, e domina o trabalho do ferro; um século depois, seus exércitos se batem contra os de Geniks, lutando pelo controle das nascentes do Tiquena. Em torno de 1300 AI, auxiliada pela crise do Estado Geniks desencadeada pelas invasões dos "Povos da Neve", Palser domina praticamente todo o território atual de Palis; suas tropas enfrentam, e infligem sérias derrotas, aos Geniks (batalha de Tutsipers/Tuspel, em 1280 AI, resultando na destruição da nata das legiões Geniks) e ao Jargh; sua marinha busca o controle das ilhas, mas é menos bem sucedida. Em 1261 AI, uma ambiciosa expedição naval, destinada a submeter as ilhas e o Norte em geral ao controle arciano, desaparece no mar.

Em 1223, um dos "Povos da Neve", os Samsi, saqueiam Geniks, e, em 1218, impõem uma derrota esmagadora aos Geniks em Postsets (Postel). Os Samsi organizam um novo reino, a Leste de Geniks e passam a combater os arcianos. A longa guerra entre o novo reino e o velho império termina em 1094 AI, em Gursnek (Gorisin), com uma decisiva vitória arciana. Palser atinge o auge do seu poderio; contudo, desse momento em diante inicia-se um longo período de decadência. Os Geniks aproveitam a guerra entre os Samsi e Palser para restabelecer seu poderio; no norte, nas ilhas, os Wastsigall estabelecem aldeias agrícolas e centros comerciais, que logo se tornam cidades; ao Sul, os Jargh controlam o comércio através do deserto, e se não ameaçam mais decisivamente o Estado arciano é porque encontram mais facilidade em combater o combalido Estado Sobrnei, na região da atual Gusanda. Por volta de 1000 AI, Geniks, já firmemente restabelecida, volta a combater Palser, obtendo uma longa série de vitórias, nenhuma delas realmente decisiva, até que uma nova onda de "Povos da Neve", os Tumsi, os obriga a secundarizar suas tentativas de expansão para o Leste. De fato, os Tumsi chegam a conquistar Geniks e estabelecer uma dinastia, que será derrubada em 953 AI por uma vigorosa insurreição popular. Mas o eixo do expansionismo Geniks muda em direção ao Norte, contra os "Povos da Neve", que são deslocados para o Leste, onde, por volta de 800 AI, aproveitam a fragilidade do Império Arciano para conquistar Palser, onde estabelecem um novo reino, o reino Lamsi, o que resulta em nova e indecisa guerra contra Geniks. Data dessa época, por outro lado, o uso de uma escrita alfabética pelos comerciantes arcianos. Como isso coincide com o aparecimento de mercadores Wastsigall e seus navios em Palser, é discutível se o alfabeto é uma invenção arciana que foi copiada pelos Wastsigall, ou ao contrário. Também nesse século, os arcianos começam a contornar o controle do deserto pelo Jargh, estabelecendo um comércio marítimo com Sobrnei.

Um século após a conquista Lamsi, os invasores já se encontravam bastante aculturados; Palser retoma um pouco da sua antiga importância, ainda que sob uma dinastia estrangeira. Colabora para isso a crise do Estado Geniks, que afunda numa sucessão de revoltas palacianas. De fato, o problema principal para Palser passa a ser o novo reino de um novo "Povo da Neve", os Walamsi. As relações com os Wastsigall são então predominantemente pacíficas. Por volta de 600 AI, uma revolta da aristocracia, com amplo apoio popular, derruba a dinastia Lamsi e estabelece uma república oligárquica, dominada por um Grande Conselho aristocrático que elege dirigentes denominados Primazes Tutelares.

A república marca uma nova fase de expansão e ascendênca arciana, assim como uma mudança fundamental na sociedade. Palser se situa a meio caminho entre duas formações sociais baseadas na escravidão, o Jargh ao sul e as cidades-Estado Wastsigall ao norte. O empobrecimento e endividamento profundo do campesinato arciano durante o período de decadência que vai de meados dos anos 1000 AI até pelo menos 700 AI resulta na escravização, como forma de pagamento das dívidas, a qual se agrava sob a égide do domínio estrangeiro. Uma parte fundamental da revolta anti-Lamsi, por isso mesmo, se volta para a abolição da escravidão por dívidas; a aliança entre o campesinato e a oligarquia se fundamenta no interesse desta pela possibilidade de integrar o tráfico de escravos entre o Jargh e as cidades-Estados na condição de consumidora, ao invés de fornecedora; e a sua expressão prática é a substituição da escravização por dívidas pelo recrutamento em massa nas legiões. A República Arciana conta, portanto, desde sua fundação em 594 AI, com um exército muito massivo comparado com o de qualquer de seus rivais, que ou dependem de tropas mercenárias ou recrutadas à força entre uma população reticente, ou, ainda, como no caso do Jargh e dos Wastsigall, que também dispõem de "soldados-cidadãos", contam com uma população substancialmente menor.

Política

Fernan III Ragislian é o Rei de Palis desde 1061. É o oitavo rei da dinastia Ragisliana, que domina Palis desde 917 EI. Sua política tem sido a de continuar a obra centralizadora de seus predecessores, Ada IV e V e Sinel II; entretanto, tem encontrado muito mais dificuldades do que estes. Desde a metade do reinado de Sinel II, a resistência aristocrática à centralização se organizou na Liga das Antigas Liberdades de Palis. As dificuldades de Fernan III, percebidas como fraqueza por boa parte do patriciado urbano da capital e das outras cidades importantes, propiciaram o surgimento de um movimento pela abdicação do monarca em prol de sua filha Ada Ragisliin, cuja reputação de energia e coragem é notória. Organizados sobretudo em torno da guilda dos mercadores de Palis, os partidários de Ada se intitulam União por Palis. Mais recentemente, uma parte da União por Palis - sobretudo os seus membros militares - passaram a propor o estabelecimento de uma ditadura militar, com a "suspensão temporária da dinastia". Esse grupo, a partir de 1082, passou a se intitular Nova Aliança. Em resposta a esses movimentos, os apoiadores de Fernan criaram um movimento chamado Maioria Real, que essencialmente defende as mesmas políticas que a União por Palis, porém se opõe à abdicação.

A maior parte das guildas dos artesãos apóia uma organização política de nome Luz dos Pobres. A Luz dos Pobres é uma coligação bastante frouxa; de uma maneira geral, é possível distinguir duas linhas principais em seu interior, a Rua, mais moderada, e a Estrada, mais radical.

Divisão Política

Ducados

Tuspel
Postel
Teruan (Amaina)
Blonis
Ramina
Cruniacrel (Ladissa)
Madira
Rassinguis
Morian
Remuel
Antarai (Antara)
Rablonis (Gemai)

Marcas

Rapalis (Saaninu Dasta)

Condados

Endena (Tambel)
Cardinan

Baronatos

Palis

Economia

A moeda de Palis é o Temai (Falcão). Moedas de vinte falcões são moedas de electrum cobertas de ouro (são retiradas de circulação quando o metal mais barato aparece devido ao desgaste da cobertura dourada), do tamanho aproximado de uma moeda brasileira de um real. Moedas de um falcão são semelhantes mas menores. Moedas de prata circulam com valores fracionários (Asas de meio falcão, penas valendo um sétimo de asa).

Palis tem uma pecuária importante, sobretudo de gado vacum, mas também cavalos, ovinos, cabras, porcos, coelhos, jumentos, mulas são criações importantes. Essa produção se destina ao corte (bovinos, ovinos, cabras, porcos, coelhos), à produção de leite (bovinos, cabras), à tração (bovinos, cavalos, jumentos, mulas), à produção de lã (ovinos, cabras) e ao aproveitamento do couro (bovinos, coelhos). Também a avicultura é bastante difundida, com criações de galinhas, gansos, patos, galinhas de angola, codornas, perdizes, perus, faisões, pavões e muitas espécies de aves canoras. Particularmente importante é a apicultura, da qual depende uma considerável produção de mel. A criação de aranhas para a produção de miguis é monopólio real. Também a sericultura é praticada.

A agricultura é a principal atividade econômica, sendo o trigo a cultura mais difundida. Grandes plantações de painço, arroz, aveia, centeio, triguilho, feijão, lentilha, também podem ser encontradas. Também são importantes as culturas destinadas à tecelagem - algodão, linho, canhâmo e juta. A fruticultura também é muito difundida: maçãs, marmelos, nêsperas, peras, sorvas, pêssegos, ameixas, cerejas, amoras, medronhos, groselhas, morangos, figos, azeitonas, romãs, uvas, laranjas, limas, limões, tangerinas, amêndoas, nozes, avelãs, bolotas, castanhas, pinolis, bananas, jacas, goiabas, mangas, tamarindos, melões, estão entre as culturas mais representativas.

Palis exporta couros, penas, mel, seda, trigo, centeio, pano de algodão e de linho, lã tecida, maçãs, peras, pêssegos, óleo de oliva, vinho, cerveja, laranjas, tangerinas, nozes, roupas, sapatos, madeiras, móveis, navios.

Cultura

Tanto nas cidades quanto nas estradas, é possível encontrar hospedarias de variada qualidade e tamanho. As hospedarias nas cidades em geral pertencem à Guilda dos Hospedeiros local (mas há muitas hospedarias não-guildadas também, especialmente nos bairros mais pobres). As hospedarias nas estradas em geral pertencem a uma organização mais complexa, uma rede de “hospitalidade” que as une entre si e com as guildas urbanas.

O preço de um pernoite costuma ser de um temai nas cidades e o dobro disso nas estradas. Refeições, banhos e roupa lavada não são incluídos e custam uma asa (cada refeição) e um temai (cada banho ou lavagem de uma muda de roupa). O preço do banho inclui o uso do sabão.

Os quartos são individuais. As camas tem um colchão de palha macia e muitos travesseiros, em geral quatro, recheados de algodão, penas ou retalho de pano. Nas tavernas não guildadas os quartos às vezes são coletivos.

Cozinha

Uma refeição em Palis significa basicamente um pedaço de carne – boi ou galinha – cozida, uma colher grande de cereal – trigo, painço, arroz, aveia –, salada (alface ou rúcula cruas, cenoura, batata, beterraba ou cebola cozidas) à vontade, e um ovo (de galinha, pata ou gansa) ou um pedaço de queijo, com uma fruta (em geral maçã) de sobremesa. Para beber, um copo de leite ou suco (laranja, uva, maçã ou limão). Isso é tanto o que geralmente é preparado em casa, quanto o que se pode obter numa taverna. Tavernas só vendem bebidas alcoólicas à noite e, embora a destilação do álcool não seja desconhecida, nas tavernas só é possível encontrar bebidas fermentadas: cervejas diversas (de cevada, mas também de trigo, centeio, arroz, ou misturas de cereais – toda bebida fermentada de cereais é considerada cerveja) por três ou quatro penas, e vinhos baratos de uva, melão, cereja, laranja, banana, goiaba, maçã, morango – mas não misturados – por uma asa.

Refeições mais elaboradas são encontradas em restaurantes – e são mais caras também. As carnes são mais variadas, incluindo carneiro, porco, coelho, pato, ganso, peru, faisão, codorna, peixes e frutos do mar, e são preparadas de maneira mais sofisticada – com molhos e ervas, temperos, assadas, fritas, grelhadas, ou cozidas no leite, em suco de frutas, cerveja ou vinho. Os cereais podem ser também preparados em forma de bolos assados ou fritos, e podem incluir também feijão. Ovos de codorna e de galinha de angola, além dos mais convencionais, também podem ser servidos, e é possível pedir queijo de cabra ou de ovelha, assim como cogumelos, palmito, azeitonas. As sobremesas num restaurante vêm em duas etapas: um doce, frutas adocicadas (uva, maçã, cereja) ou um cálice de mel primeiro, e uma fruta ácida (laranja, limão, tangerina) depois. Uma refeição para uma pessoa num restaurante varia de três a vinte falcões, dependendo dos pratos, da quantidade, e do restaurante. Isso, naturalmente, não inclui as bebidas, geralmente chá, leite (de vaca, cabra, ovelha) puro ou com canela, café, aveia, banana, maçã ou mel, ou suco (praticamente de qualquer fruta imaginável). Os restaurantes não servem bebidas alcólicas, nem mesmo à noite.

Para beber álcool, os palisinos vão aos bares. Nestes é possível encontrar vinhos e cervejas de todo preço (principalmente os baratos) em grande variedade, sempre servidos com pão ou bolos. Os bares também vendem licores, que são as bebidas mais fortes que se podem encontrar, mas não os servem nas mesas nem permitem que sejam consumidos no local. Os baristas limitam sempre suas vendas a três ou quatro cervejas ou um copo de vinho por cliente (e não misturam), e, independente disso, não servem clientes bêbados (na verdade, colocam os ostensivamente embriagados para fora, às vezes com violência).

Demografia

População total: 42 milhões de habitantes
População urbana: 1.275.000 habitantes

Principais Cidades

Palis (antiga Palser, capital) - 161.000 habitantes
Tuspel (antiga Tutsipers) - 58.000 habitantes
Postel (antiga Postsets) - 41.000 habitantes
Saaninu Dasta - 33.000 habitantes
Ramina - 26.000 habitantes
Amaina - 24.000 habitantes
Madira - 21.000 habitantes
Rassinguis - 19.000 habitantes
Morian - 17.000 habitantes
Ladissa - 15.000 habitantes
Remuel - 14.000 habitantes
Antara - 13.000 habitantes
Gemai - 11.000 habitantes
Blonis - 10.000 habitantes
Tambel - 9.000 habitantes
Cardinan - 8.000 habitantes

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